Hoje é o Dia Nacional do Doador de Sangue.

dia-nacional-do-doador-de-sangue

Veja dois depoimentos de quem teve a vida salva por esse gesto de solidariedade.

Dia 25 de novembro é o Dia Nacional do Doador de Sangue. Dia de agradecer aos doadores de sangue, mas também de sensibilizar a população para a importância deste gesto de solidariedade.

O mês de novembro não foi escolhido por acaso, fique sabendo. Existe um período de estoques baixos nos bancos de sangue, por conta das férias, festas de final de ano e carnaval. Ainda, com a pandemia, as doações diminuíram bastante.

Pois é. Infelizmente essa coisa do “ano só começar depois do carnaval” afeta a saúde de muita gente.

Por aqui, fazemos a nossa parte, viu? Até porque dois membros de nossa equipe tiveram as suas vidas salvas justamente por pessoas que doaram sangue.

Aqui você confere os depoimentos.

“Quando você completa nove anos de idade, o que você espera que aconteça na sua vida? Na cabeça de uma criança, os pensamentos no futuro não vão longe. Se espera um aniversário legal ou um próximo final de semana gostoso para poder brincar com seus amiguinhos. Não se faz planos em longo prazo, nem tem experiência de vida para tal. Essa vivência no presente é uma característica que, infelizmente, vamos perdendo com o passar dos anos. Por isso, neste ponto, temos muito o que aprender ou reaprender com as crianças. E falo desta idade em específico, pois foi nela que me aconteceu algo muito importante, traumático e que marcou a minha história para sempre.

Uma cena que jamais esqueceremos

No início de fevereiro de 1992, a caminho da escola, eu, minha irmã e meu pai sofremos um acidente de automóvel gravíssimo. Naquele dia, um irresponsável dirigindo um Gurgel que atravessou o semáforo no vermelho e bateu em cheio no Escort que estávamos. Aquele barulho, aquela cena ficaram marcados nas nossas memórias. Meu pai todo ensanguentado, minha irmã com a clavícula quebrada e eu, aparentemente o mais ileso, com ‘apenas’ dores na barriga. Fomos resgatados por duas policiais que estavam em sua viatura, um Fusca, atrás da gente. Elas viram toda a cena e nos levaram para o Hospital Mário Gatti rapidamente.

Chegando lá, fomos separados, pois cada um tinha que ter um atendimento diferente. Não demorou muito, foi verificado que eu estava com uma hemorragia interna e precisava ser aberto para uma cirurgia (meu baço havia se rompido com a forte pancada na região do meu abdômen). Para a minha família, foram longas e intermináveis nove horas na mesa cirúrgica. Uma criança magrinha, que alguns anos antes ‘sofria’ por não estar na linha desejável de crescimento, além de tudo, havia perdido muito sangue e precisava de transfusão.

SUS e UTI

Por existir um banco de sangue e ele estar disponível naquele momento, e sobretudo a competência da equipe médica plantonista do SUS, consegui ter minha vida salva. 

Depois desse tempo todo de cirurgia, segui para a UTI, com muita sede. Lembro-me até hoje do meu pai molhando um algodão e passando nos meus lábios para tentar matar a minha vontade insaciável por um copo-d’água, que não era permitido naquele momento porque estava recém-operado. 

Dias depois, da UTI, fui para o quarto e lá fiquei por mais um mês. Com quase 20 pontos na barriga, uma sonda e toda uma recuperação pela frente. Foram dias muito difíceis, mas felizmente conseguimos passar por essa. Claro que os cuidados não acabaram com a alta hospitalar, seguiram por meses em casa.

Gratidão

Agradeço muito aos meus pais, à minha irmã, às policiais, aos médicos, às enfermeiras, e sobretudo aos que doaram seu sangue para o hospital. Foram esses doadores, que nunca saberei quem são, que contribuíram para eu estar aqui, 28 anos depois, contando essa história. Uma história que aquele menino de nove anos nem sonhava viver.

E agora, casado, com dois filhos, e um deles próximo de também completar os seus nove anos de idade, então peço por ele e por todos: se você puder, doe sangue. Não sabemos quando e quem vai precisar, mas com certeza essa atitude vai ajudar a dar vida a muitas outras vidas.”

Fernando Queiroz

“Quando nasci, eu era um bebê saudável. Mas, ao completar um ano de idade, minha saúde se agravou repentinamente. Minha mãe me disse que eu só queria dormir, não interagia, não me movimentava, então…

Ela prontamente me levou ao médico. E, chegando lá, tive o diagnóstico de uma anemia severa. Fui internado imediatamente e por isso tive que receber uma transfusão de sangue.

Apesar de não lembrar dessa fase, eu e minha mãe sempre conversamos sobre a importância de ter sido ajudado por alguém que doou sangue. Exatamente o tipo do qual eu precisava. Isso me acompanha por toda a vida”.

Marcio Erbrecht

Faça a sua parte e salve vidas.
Veja aqui alguns requisitos para ser um doador: www.prosangue.sp.gov.br/artigos/requisitos_basicos_para_doacao.html

UMA ENTREGA A CADA ENTREGA.

Fourmi Publicidade

Compartilhe este post

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Leia Também

GABRIELA GARBELOTTI
Head de motion

Motion designer e diretora de arte, hoje é responsável pelo time de audiovisual da agência. Conta com uma experiência de 6 anos na área da publicidade, integrou um coletivo de arte na Irlanda e é apaixonada por ilustração.

SOFIA BARACAT
Head de atendimento

Com 20 anos de experiência no mercado de comunicação, trabalhou em agências de Campinas, São Paulo e também no ambiente corporativo. 

Na área de Atendimento, atuou com clientes de diferentes segmentos como educação, automotivo, EPI, papel e celulose, veterinário e telefonia. 

sofia.baracat@fourmi.com.br

FERNANDO QUEIROZ
Diretor financeiro

 Executivo com longa carreira em grandes empresas, há 5 anos na agência, atua em toda a área administrativa e financeira, incluindo infraestrutura e aquisições de novos negócios.

fernando.queiroz@fourmi.com.br
+55 19 99117-2559

MARCIO ERBRECHT
Fundador e diretor de criação

Entre suas características, as que mais ajudaram na cultura da agência foram: sua habilidade em liderança, dedicação em ensinar e facilidade em criar. Aliás, criatividade está em sua formação e vocação. Tem mais de 20 anos de experiência com criação, 3D e toda a sua memória em reuniões é marcada pelas linhas de suas ilustrações.

marcio.erbrecht@fourmi.com.br
+55 19 99250-3876

RENATA MERCIER
Diretora executiva e de relacionamento

Sócia na agência com 15 anos de experiência na área da comunicação, Renata planejou a Fourmi para ser uma agência extensão do cliente, isso porque atuou, em grande parte de sua carreira, na gestão de marketing e comunicação de grandes empresas. Entre suas responsabilidades, está à frente do time de Atendimento.

renata.mercier@fourmi.com.br
+55 19 99495-1940