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Eles até podem ser pequenos no porte, mas são gigantes nas ideias e iniciativas. Hoje, dia 5 de outubro, comemoramos o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa e chamamos quem entende do assunto para falar com ainda mais propriedade. 

O QUE VOCÊ SABE SOBRE MEI?

MEI, sigla para Microempreendedor Individual, é a formalização de profissionais autônomos com receita bruta de até R$ 81 mil reais anuais, oferecendo os benefícios previdenciários com uma enorme redução da carga tributária.

Instituído por meio da Lei Complementar nº 128/08, o Microempreendedor Individual pode ser considerado um dos maiores projetos de inclusão social já criado no País.

A medida consiste em trazer para a formalidade profissionais como sapateiros, ambulantes, manicures, barbeiros, marceneiros, encanadores, confeiteiros, mecânicos, pintores de parede e muitos outros que estavam, até então, acostumados a trabalhar na informalidade.

Esses profissionais ganham facilidades para legalizar o seu negócio, ficam isentos de grande parte dos tributos e pagam taxas fixas mensais reduzidas.

É, sem dúvida, uma oportunidade ímpar para a fomentação de novos negócios e o incentivo para que empreendedores acreditem em seus projetos profissionais.

MAS, AFINAL, QUAIS SÃO AS RECOMENDAÇÕES PARA ABRIR UMA PEQUENA EMPRESA NO BRASIL?

  1. Busque um contador

Para que as documentações da abertura do negócio estejam todas corretas, alinhe-se com um contador. A “espécie de crença” de que é mais interessante viver na ilegalidade não passa de uma ilusão. Somente um contador poderá lhe recomendar o melhor sistema tributário para o seu negócio.

O contador irá ajudá-lo montando um cronograma com os dias de pagamento dos impostos e informando o melhor dia para a realização do balanço mensal. Você precisará ficar por dentro da legislação trabalhista para que a equipe da sua empresa esteja regularizada

  1. Cuide da sua marca: registre!

O investimento pode parecer alto no começo, mas é uma vantagem para a empresa em longo prazo. Imagine se o negócio começa a se consolidar e alguém registra a sua marca. Neste caso, será preciso mudar o nome da sua empresa. Já pensou?

Além disso, o empresário deve considerar comprar um domínio na web, mesmo que não tenha planos para montar um portal robusto. Um site com informações básicas sobre a empresa faz bem para a imagem do negócio.

  1. Invista no marketing do seu negócio

É comum que pequenos empresários recorram a soluções rápidas para fazer o logo da sua marca e produtos de divulgação do negócio. Economicamente pode parecer mais vantajoso do que contratar um serviço especializado. Mas hoje existem empresas especializadas para atender a pequenos negócios que desejam investir um pouco mais no marketing.

Seja diferenciado, já que é um serviço que poucas pequenas empresas utilizam.

  1. É muito importante fazer o planejamento financeiro

O sucesso de um negócio é fruto de um bom planejamento e, quando abrir a sua empresa, é preciso estar com as finanças em dia para não ter nenhuma surpresa. Não adianta achar que você abrirá o negócio e já terá clientes. O processo é mais lento.

É preciso ser um pouco mais conservador em relação ao estoque inicial e pecar pela falta e não pelo excesso. Além disso, é preciso que o empresário tenha capital em dinheiro no caixa da empresa para pelo menos três meses sem lucro.

AO TRABALHADOR QUE ADERIU AO INSTITUTO DO MEI, VALE ALGUMAS INFORMAÇÕES

IMPORTANTES:

“Quando foi criado, o MEI tinha por objetivo absorver os empreendedores informais como camelôs, manicures, cabeleireiros, entre outros, que faziam parte da chamada economia invisível. Hoje, quase depois de 10 anos, podemos notar que está ocorrendo um desvio de finalidade do programa, pois, quem trabalhava com carteira assinada está migrando para esse sistema. A questão é que nesse momento está em andamento um processo intenso de precarização do trabalho e muitos empresários estão se aproveitando da situação, criando distorções trabalhistas” – afirma Rodrigo Carelli, procurador do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro – (MPT-RJ), autor do livro ‘A Terceirização como Intermediação de Mão de Obra’, publicado em 2014.

Não podem estar presentes na relação de prestação de serviços os requisitos que configuram o vínculo empregatício: pessoalidade – relação de confiança, não podendo o trabalhador fazer-se substituir; subordinação – cumprimento de ordens e horários; habitualidade – prática repetitiva da função sem eventualidade; remuneração e serviço relacionado à atividade-fim da empresa.

Se estiverem presentes estes elementos acima da relação de emprego, a empresa que contratou o MEI deverá pagar todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive arcando com as questões que envolvem acidente de trabalho, doença profissional, estabilidades, entre outras.

Informações e conteúdo: Favoreto – Consultoria Contábil e Jurídica

Contadora: Maria Cristiani Favoreto Cortina

Fonte:

O Microempreendedor Individual – MEI – Saiba tudo

5 passos básicos antes de abrir o seu negócio